Para começar a semana, vamos mostrar as características dos vidros produzidos para a linha náutica.

As fibras de vidro são nomeadas por uma letra do alfabeto, por exemplo, as letras E, C e S são as mais utilizadas. O interesse maior do construtor de barcos certamente é no vidro tipo E. Feito originalmente para isolamento elétrico tem baixo teor alcalino, boa resistência à tração e relativamente boa rigidez em relação à flexão. Sem dúvida é o mais popular entre os construtores de barcos e talvez 95% de todas as embarcações de fibra do mundo sejam feitas com esse tipo de material.

Também encontramos os vidros do tipo R e S que contêm uma maior proporção de  alumínio e sílica, o que pode representar um aumento de 20% nas propriedades mecânicas, além do dobro do diâmetro dos filamentos quando comparado ao vidro tipo E.

Este aumento de área permite que a resina tenha mais aderência com as fibras, aumentando a adesão entre a matriz de resina e os filamentos do material, protegendo e adicionando mais resistência ao laminado.
Quando as propriedades mecânicas de resistência e rigidez são importantes em um determinado projeto, como para barcos de alto desempenho ou barcos de regata, a utilização dos vidros tipo R e S tem muitas vantagens quando comparados ao vidro E ou outras fibras mais caras. Caso se queira produzir um barco convencional, não resta dúvida que fibras de vidro do tipo E são a escolha natural. Entretanto, nas áreas de concentração de tensão, não seria nenhum absurdo utilizar fibras do tipo S, com as quais se pode obter maior resistência sem penalização no custo final do barco.
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