Se você esteve atento ao mercado vidreiro nos últimos anos, percebeu que cresceram as conversas sobre low-e. Mais sofisticados, esses vidros demoraram a chegar ao mercado brasileiro, mas já estão sendo bastante utilizados pelos arquitetos.

Low-e é abreviação de low emissivity, que, em português, significa “baixa emissividade”. A emissividade é a propriedade que os materiais possuem de trasmitir a energia que recebe, sendo que para a do vidro à qual pode ser atribuído um valor numérico, conhecido como Fator U. Quanto menor for a emissividade, menos calor o vidro deixa passar. Quanto maior a emissividade de um vidro, maior será sua capacidade de emitir energia ou ainda trocá-la com o ambiente externo.

É essa a principal característica do low-e: a baixa transferência de temperatura de um ambiente para outro. Essa qualidade é que faz dele uma opção tão usada na construção civil dos países do hemisfério Norte, mais frios. No Brasil e em outros países quentes, ele funciona como um aditivo aos vidros de controle solar.

Processamento

O vidro low-e pode ser laminado, temperado, curvado, insulado e serigrafado. Para a laminação, deve-se sempre cuidar para que o PVB nunca esteja em contato com a face que possua a camada metálica – isso pode ocasionar uma mudança no padrão de cor final da peça e também a redução de suas propriedades low-e.

Para curvar ou temperar o vidro low-e, é necessária uma atenção especial na etapa de aquecimento, a fim de se evitar danos à camada metálica. É preciso ter o cuidado de não superaquecer a peça, o que pode ocasionar a degradação do filme metálico, provocar distorções ou, ainda, manchar o vidro na superfície de contato com os rolos de curvamento.