Nada de estruturas retilíneas e estáticas. O estilo contemporâneo pede materiais que transmitam idéia de movimento. Daí, a aplicação do vidro curvo, que anda dando o que fazer a arquitetos e decoradores.

Mas não é só a arquitetura, decoração o setor automobilístico que se renderam aos vidros curvos eles andam invadindo cada vez mais a linha de mobiliário e de eletrodomésticos (linha branca).

O design diferenciado proposto pelo material agrega estilo e modernidade. O vidro curvo dá flexibilidade em obras mais arrojadas. Muitas vezes, ele é o produto que melhor atende na criação e desenvolvimento de projetos.

Entrando pelo forno

Transformar o vidro plano em curvo exige tecnologia. Há, no mercado vidreiro, fornos de curvatura para cada área específica, construção civil, indústria moveleira, automobilística, náutica, máquinas agrícolas, produção de cubas, etc.

De fornos mais simples e artesanais, produzidos pelas próprias empresas processadoras, aos mais sofisticados, importados principalmente da Europa, o objetivo é melhorar o rendimento e variar tamanhos e espessuras do vidro, além de seu raio de curvatura, para definir se a curva será mais aberta ou fechada.

Basicamente, o processo de curvatura, resume-se assim: o vidro float ou impresso é colocado sobre um molde (matriz) de aço comum ou inoxidável dentro de um carrinho. Em seguida, esse veículo entra embaixo do forno suspenso. Após o encaixe da máquina ao carrinho, o vidro é curvado a uma temperatura média de 650ºC, adquirindo a curvatura definida pelo molde por meio de gravidade, para depois ser resfriado lentamente, evitando tensões internas. O tempo gasto no processo é definido de acordo com a espessura e o raio de curvatura. O inconveniente desse processo está relacionado à matriz, que deve ser diferente para cada curvatura, o que encarece o processo.
 

Fonte: Abravidro
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