Tudo começou com um grão de areia. Marcas deixadas na vidraça de uma casa por uma tempestade de areia levaram, no século passado, um técnico americano aos rudimentos do jateamento, processo de impressão que deixa o vidro fosco.

O tempo passou e atualmente, os vidros jateados ou foscados podem ser produzidos de maneiras bem diferentes. Alguns deixam a chapa inteira fosca, sem nenhum desenho. Outras são utilizadas exclusivamente para desenhar ou reproduzir imagens na superfície do vidro. As peças têm utilização diversificada, tanto na construção civil como na indústria moveleira ou decoração.

O processo de jateamento com óxido de alumínio exige equipamento específico, uma cabine fechada e pós abrasivos, que são menos tóxicos do que a areia. Há máquinas manuais ou semi-automáticas, que se adéquam aos vários tipos de trabalho. A máquina permite jatear o vidro como um todo ou trabalhar artisticamente, produzindo desenhos com sombras, perspectivas, profundidade e dimensão. Tudo sem cor, somente por meio do tom fosco.

Outra opção é o baixo relevo em vidro espesso de 12, 15 ou 19 mm. Esse trabalho é muito mais delicado, pois é preciso gravar em vários níveis para dar profundidade ao desenho e gravar de trás para frente, o que é mais difícil.

Outra técnica recente que está sendo difundida é a aplicação de tintas especiais sobre o jateamento, adicionando cores ao jateado tradicional. O processo resulta em vidros e espelhos decorados com magníficos desenhos e refinado acabamento.

Em qual ambiente da sua casa ou imóvel comercial você usaria os vidros jateados? Deixe seu comentário!
 

Fonte: Abravidro